16 de maio de 2014
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Dia do Assistente Social fortalece o papel dos profissionais dedicados à promoção de direitos

Mais de 30 mil assistentes sociais atuam no Sistema Único de Assistência Social, identificando as necessidades da população

 

Brasília, 15 – Saúde, educação, moradia e trabalho são direitos fundamentais dos brasileiros. Mas muitos, principalmente a população de baixa renda, não sabem como acessar esses direitos, que o governo federal, os estados e os municípios oferecem por meio de diversos programas e serviços. Um dos profissionais preparados para identificar as necessidades dos cidadãos e encaminhá-los para os serviços e os benefícios do Sistema Único de Assistência Social (Suas) é o assistente social, que comemora o seu dia nesta quinta-feira (15).

“Hoje, a assistência social é uma política estratégica que tem a função de identificar as necessidades dos cidadãos, registrá-los no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e encaminhá-los para serviços e programas. E o assistente social é um dos profissionais preparados para fazer o contato com as pessoas, para conhecer as necessidades de cada um, compreender as situações de vulnerabilidade social e promover o acesso a serviços para que os cidadãos possam viver com mais dignidade”, explica a secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Denise Colin.

 

Segundo dados do Censo Suas 2013, feito pelo MDS, são 30,2 mil assistentes sociais nas unidades que executam os serviços do Suas em todo o país. “A atuação do assistente social no sistema único promove a melhoria das condições de vida das famílias atendidas, pois o profissional da área faz o acompanhamento do cidadão, com o objetivo de ampliar o acesso a direitos”, reforça Denise. Além do assistente social, outras categorias profissionais de nível superior formam as equipes de referência que atuam no sistema.

 

Atuação – O assistente social tem diversas possibilidades de atuação na política de assistência social, na gestão, no atendimento e no controle social. O profissional pode, por exemplo, atender diretamente a população nos centros de Referência de Assistência Social (Cras), de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centros POP).

 

Também atua na busca ativa, no acompanhamento familiar, na inserção e revisão do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) e do Programa Bolsa Família, além da promoção do acesso às demais políticas e direitos.

 

Este é o trabalho que a assistente social Juliana Cunha desenvolve no município de Barão de Monte Alto (MG), de 5,6 mil habitantes. Atual secretária de assistência social do município mineiro, ela relata que uma das primeiras ações que executou em Monte Alto foi esclarecer a população sobre o papel da assistência social.

 

Segundo Juliana, a população acreditava que a assistência social se resumia na distribuição de cestas básicas. “Algumas famílias recebiam cesta básica há 11 anos. Foi um problema sério fazer as pessoas entenderem que essa não é uma política que vai de fato mudar a realidade do município. Imagino que um programa que se pretenda efetivo deve tirar a família daquela situação e não reforçar isso, distribuindo cesta básica”, afirma.

 

Juliana conta que atua junto aos usuários, buscando visitá-los para saber suas necessidades e, a partir daí, entender como o serviço está chegando até o cidadão. “Precisamos viabilizar o entendimento do usuário sobre qual serviço está sendo prestado, conversar com ele e entender de que forma o serviço está chegando. Quem melhor do que o usuário para me falar se está funcionando?”

 

Ela cita como exemplo o caso de uma senhora de 70 anos, trabalhadora da zona rural, que desconhecia os benefícios da assistência social. Segundo a gestora, foi por meio da busca ativa que ela identificou pessoas como a idosa, que poderiam ser incluídas no Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Incluímos essa senhora e explicamos os compromissos que o Cras teria com ela dali pra frente. O surpreendente foi que ela me revelou, depois de sacar o benefício pela primeira vez, que nunca tinha pisado em um banco antes. Por isso, é importante que o gestor vá até essas famílias para saber o que acontece com elas”, reforça.

 

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