11 de outubro de 2013
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Acusado da chacina de Felisburgo é condenado a 115 anos de prisão

Depois de mais de 15 horas de julgamento, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, o latifundiário Adriano Chafik, acusado de ser o mandante do massacre de Felisburgo, foi condenado na madrugada desta sexta-feira, 11, a 115 anos de prisão. Washington Agostinho, funcionário de Chafik e também acusado pelo crime, recebeu a pena de 97 anos e seis meses.

Os réus foram condenados pelo homicídio de cinco integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST), tentativa de homicídio de outros oito, formação de quadrilha e prática de incêndio.

Chafik, réu confesso, é acusado de coordenar o ataque ao acampamento do MST, chamado Terra Prometida, no dia 20 de novembro de 2004, na cidade de Felisburgo, região do Vale do Jequitinhonha.

O deputado André Quintão, que acompanha o caso desde 2004, esteve presente no julgamento e destacou a chacina de Felisburgo como um dos episódios mais tristes na história de lutas do MST. “A condenação de Chafik significa a resposta do Estado contra a violência e a impunidade. A expectativa de todos que se indignaram com esse crime bárbaro é de que a justiça seja ágil na efetivação da pena ”, ressaltou André.

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