5 de julho de 2013
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André defende proposta da presidente Dilma para Reforma Política

Em pronunciamento no Plenário na quarta-feira, dia 3, o deputado André Quintão defendeu a urgência de o Pais enfrentar a Reforma Política com participação popular, lembrando que a matéria se arrasta há anos no Congresso Nacional sem ser votada. André afirmou que a presidente Dilma encaminhou a proposta do plebiscito ao Congresso ouvindo a voz das ruas e não se pode aceitar aqueles que são contrários à Reforma Política argumentarem que a medida visaria “desviar” a opinião pública das demandas apresentadas nas manifestações em todo o País.

 

 Ao contrário, afirma o deputado, a população tem expressado especialmente duas questões: a necessária melhoria das políticas públicas e o desejo de ser melhor representada nos parlamentos, com efetivo combate à corrupção. “Um dos focos de corrupção é o sistema de fina6nciamento privado das campanhas eleitorais e a Reforma precisa melhorar a representação popular”. Para André, está no financiamento privado uma das principais causas da promiscuidade existente no Brasil entre o público e o privado, já que essa promiscuidade não é uma exclusividade do setor público.

Pontos essenciais para o plebiscito

 

 André destacou que o debate sobre se há tempo ou não de fazê-la até outubro, que tomou conta da grande mídia nos últimos dias, não pode servir para tirar a Reforma Política da agenda. “Espero que o Congresso Nacional tenha sensibilidade para votar o Plebiscito ou então marcá-lo para 2014, se entender que não há tempo”.  O deputado acredita que a solução ideal seria a Constituinte exclusiva, mas não tendo sido acatada, que se faça o Plebiscito, precedido de um amplo debate em todo o Brasil.

 Para André, há pontos cruciais na proposta da Reforma Política defendida pelo PT e que precisam ser debatidos e deliberados. Ele citou alguns e se posicionou sobre eles, além do financiamento público das campanhas eleitorais. “Não podemos deixar que partidos sejam criados para aluguel; não podemos trair a vontade do eleitor com coligações proporcionais; temos que ter mais mecanismos de controle dos mandatos – não simplesmente por meio do voto de quatro em quatro anos; temos que unificar as eleições, pois ninguém mais suporta eleição de dois em dois anos; temos que acabar com a figura do suplente de Senador e temos de evitar a judicialização da política”, citou.

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