BOLETIM ELETRÔNICO SEMANAL • DEPUTADO ANDRÉ QUINTÃO • EDIÇÃO N° 592 • 19/11/2021

 

Regime de Recuperação Fiscal: Zema quer o desmonte das políticas públicas

Em entrevista à TV Assembleia, o deputado André Quintão, líder do Bloco Democracia e Luta, afirmou que, se depender da oposição, Minas Gerais não vai aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) proposto pelo governador Zema, nos moldes do Governo Federal. André defendeu o diálogo para equacionar o problema da dívida de Minas com a União. “Zema não reivindica para Minas aquilo que nosso Estado merece”, afirmou. Para André, ao defender o RRF, o governador quer, na verdade, implementar o programa ultraliberal do Partido Novo, que é de desmonte das políticas públicas, desrespeito aos servidores, transferência das responsabilidades do Estado à iniciativa privada. André falou também das eleições em 2022. CLIQUE AQUI E ASSISTA

 
 

Chantagem? Governo pressiona Assembleia, mas tem recursos para reajustar salários de servidores

O governo de Romeu Zema condicionou a recomposição das perdas salariais dos servidores públicos à aprovação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) pela Assembleia. O deputado André Quintão reagiu: “é contraditório. O Regime impede, por nove anos, aumentos para servidores!”

Vejam o que o Regime de Recuperação Fiscal significa:

• Tira a autonomia do Estado na gestão das políticas públicas;

• Congela gastos em políticas públicas por 9 anos, a exemplo do “Teto de gastos” implementado pelo governo federal;

• Retira direitos de todos os servidores do Executivo, Ministério Público, Judiciário e Legislativo;

• Adia e não equaciona a dívida de Minas com a União;

• Qualquer nova ação fica proibida, como por exemplo, um programa estadual de transferência de renda;

• Decisões econômicas passam a ser tomadas por um Comitê de técnicos indicados pelo TCU, Secretaria do Tesouro Nacional e Secretaria de Estado da Fazenda.

 
 

Movimento Fora Bolsonaro e Consciência Negra se unem neste sábado.

Neste sábado, 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra, que marca a morte de Zumbi dos Palmares, tem mobilizações unificadas com a luta Fora Bolsonaro e as pautas contra o desemprego, descontrole no custo dos alimentos, do gás, dos combustíveis, da conta de luz e da moradia, a volta da fome no País. “Fora Bolsonaro Racista” será o grito deste sétimo Dia Nacional de protestos contra o governo, reunindo as centrais sindicais, a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo, partidos políticos de oposição, estudantes e dezenas de movimentos sociais. Em Belo Horizonte, o Ato está marcado para às 15h, na Praça da Liberdade.

 
 

Auxílio Brasil exclui 2,4 milhões de famílias mineiras e quase 25 milhões no País

Ao extinguir o Auxílio Emergencial de 2021 e ao mesmo tempo o Bolsa Família para criar o “Auxílio Brasil”, o governo de Bolsonaro abandona à própria sorte 24,8 milhões de famílias, em meio ao desemprego e taxas recordes da inflação de alimentos. Isso porque, até outubro, 39,3 milhões de benefícios eram pagos por meio dos dois programas. Agora, em novembro, o “Auxílio Brasil” contempla 14,5 milhões. Em Minas Gerais, são 2,4 milhões de famílias que perdem o Auxílio Emergencial e não estavam no Bolsa Família. Os dados são do próprio Ministério da Cidadania. Na matéria abaixo, o PT mostra quantas pessoas foram “abandonadas” em cada cidade. O partido vai ingressar com ação no STF para impedir o fim do Bolsa Família. >>LEIA MAIS

 
 

“A fome tem cura”, afirma Lula, recebido com carinho e honras de chefe de estado na Europa

Em palestra nesta quinta-feira (18), em Madri, com o tema do mundo pós-pandemia, o ex-presidente Lula questionou para qual “normal” a humanidade deseja voltar. “A desigualdade não deu trégua sequer durante o enfrentamento da mais grave pandemia em 100 anos”, disse, citando dados de que milionários ficaram mais ricos e a pobreza aumentou. “A fome tem cura”, afirmou, com relatos dos governos do PT que, em apenas 13 anos, tiraram o Brasil do Mapa da Fome da ONU; e de suas próprias experiências ao viver a dor da fome na infância.

O ex-presidente propôs a convocação de uma conferência mundial, com representação de todos os Estados e participação da sociedade civil. Os desafios de salvar o planeta, combater a desigualdade e eliminar a miséria no mundo não serão solucionados pelo sistema criado após a 2ª guerra mundial, sustentou. Na Europa desde 11 de novembro, Lula foi recebido pelo presidente francês, Emmanuel Macron, com honras de chefe de estado. Na estada em Paris, recebeu o prêmio Coragem Política 2021 da revista Politique Internationale e proferiu palestra na escola de ciências políticas – Sciences Po, sendo aplaudido de pé. Na Alemanha, Lula foi recebido por Olaf Scholz, provável sucessor de Angela Merkel, e discursou na Bélgica, sede do Parlamento Europeu. Lula afirmou que sua viagem visa resgatar a imagem do Brasil.

CLIQUE AQUI e Leia na íntegra o discurso de Lula na Espanha

 


Edição: Cândida Canedo, Pedro Castro | Programação Visual: Anderson Rodrigo | Fotos: ALMG

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