3 de dezembro de 2014
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Campanha pelo Dia Mundial contra a Aids destaca importância de se realizar o teste

O tema da campanha pelo Dia Mundial de Luta Contra a Aids deste ano, comemorado no dia 1º de dezembro, vai destacar a importância de se realizar o teste. A divulgação nacional será feita em TV, rádio, salas de cinema e internet.

 

As mensagens mostram que o teste é um processo seguro, sigiloso e acessível na rede pública. Os protagonistas da campanha, que vivem com HIV e descobriram sua sorologia por meio do teste, irão incentivar a realização do exame. Das 530 mil pessoas que vivem com HIV no Brasil atualmente, 135 mil desconhecem sua situação e cerca de 30% dos pacientes ainda chegam ao serviço de saúde tardiamente.

 

A campanha também incentiva os profissionais de saúde a recomendarem a testagem aos pacientes, independente de gênero, orientação sexual, comportamento ou contextos de maior vulnerabilidade.

 

Relatório do Ministério da Saúde aponta que a taxa de incidência de Aids no Brasil tem se mantido nos mesmos índices nos últimos anos. Os dados apontam que a taxa de incidência da doença no País, em 2011, foi de 20,2 por 100.000 habitantes. Nesse ano, foram registrados 38,8 mil casos novos da doença. O maior número de casos está concentrado nos grandes centros urbanos.

 

O Sudeste apresentou redução na taxa de incidência de 27,5, em 2002, para 21, em 2011, as regiões Sul, Norte e Nordeste registraram tendência de aumento de casos. No Centro-Oeste, a epidemia é considerada estável.

 

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o coeficiente nacional de mortalidade caiu de 6,3 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2000, para 5,6, em 2011. Na última década, o País apresentou uma média de 11.300 mortes por ano provocadas pela Aids.

 

Prevenção

 

Antirretroviral

 

Mais um remédio para tratamento de HIV/aids será feito no Brasil. O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (30) o início da troca de tecnologia para produção nacional do antirretroviral Atazanavir. Assim, 11 dos 20 remédios oferecidos pelo sistema público de saúde passarão a ser fornecidos por laboratórios nacionais.

 

O medicamento faz parte do coquetel distribuído para 45 mil pessoas, cerca de 20% dos pacientes. Com a transferência de tecnologia, em 2017 o remédio será totalmente produzido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

A produção nacional do Atazanavir será possível graças a uma parceria firmada entre o Ministério da Saúde e o laboratório internacional Bristol-Myers Squibb. A expectativa é de economia de cerca de R$ 81 milhões por ano, durante a parceria.

 

Informações: Portal Brasil

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