23 de agosto de 2013
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Estudantes discutem propostas do Parlamento Jovem de Minas

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Três grupos analisaram os seguintes subtemas: uso e conservação da água; produção e consumo; e gestão dos espaços urbano e rural – Foto: Alair Vieira

 

A 10ª edição do Parlamento Jovem de Minas chega ao seu final nesta sexta-feira (23/8/13). Nesta quinta-feira (22), os grupos de trabalho definiram os seus coordenadores e redatores e aprovaram as 15 propostas que serão apresentadas na plenária final, a partir das 14h30, no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

 

Tendo como base o tema Cidades Sustentáveis – Desafio para as Novas Gerações, os estudantes foram divididos em três grupos. Cada um deles ficou a cargo de um dos subtemas: uso e conservação da água; produção e consumo; e gestão dos espaços urbano e rural. Depois de discutir e votar as propostas apresentadas, cada grupo priorizou cinco delas para compor o documento final do programa.

 

“O grande destaque desta edição talvez seja a postura dos jovens, o respeito mútuo, a abertura para ouvir opiniões diferentes”, afirma Marta Parker, responsável pelo Parlamento Jovem naEscola do Legislativo (ELE). Ela também destaca o preparo e a atualização dos estudantes. “Pudemos perceber que eles estão bem informados, que pesquisaram sobre o assunto. Estão aproveitando ao máximo essa oportunidade de conhecer o jogo democrático. Eles desenvolveram a capacidade de priorizar objetivos, adquirindo experiência de negociação”.

 

Marta Parker é a responsável pelo Parlamento Jovem na Escola do Legislativo - Foto: Alair Vieira

Marta Parker ressalta, ainda, a proximidade do tema deste ano com a realidade dos alunos, uma característica importante por mostrar, de forma tangível, a importância da atuação de cada um para a sociedade. “Os estudantes tiveram uma boa prática de reflexão. Os trabalhos podem, inclusive, trazer mudanças de impacto em seus municípios, em áreas como saneamento básico e mobilidade urbana”, aponta.

 

A opinião da coordenadora do programa é corroborada pelo monitor Renato Ortega, estudante de História na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). “O tema foi importante para fisgar os alunos. Em Uberaba, por exemplo, foi muito debatido que tipo de projeto está sendo trabalhado e quais soluções poderíamos encontrar para acabar com o problema das enchentes em importantes vias da cidade”, conta.

 

Qualidade das sugestões apresentadas chama a atenção dos participantes

 

Estudantes discutem as propostas apresentadas

O estudante Douglas Vaz de Oliveira, de 16 anos, da Escola Estadual Henrique Diniz, de Belo Horizonte, destaca o trabalho desenvolvido com a ajuda do corpo técnico da PUC Minas e da ALMG. “As oficinas e grupos de trabalho ajudaram a amadurecer e ampliar nossa visão sobre os assuntos. Pudemos aperfeiçoar nossas propostas, produzindo um material abrangente e criativo”, afirma.

 

“Aprendi a não só apontar os problemas, algo que qualquer pessoa pode fazer, mas também a buscar soluções significativas”, salienta Estela Lopes, estudante de 16 anos do Instituto Federal de Montes Claros e eleita redatora de um dos grupos de trabalho. A estudante também relembra a impressão que lhe causou a atitude proativa dos colegas. “Todo mundo é capaz de ser sério quando é necessário. Realizamos muitas discussões que me chamaram a atenção. Entre elas destaco as relativas à importância dos aterros sanitários e os benefícios para o meio ambiente que a gestão compartilhada de aterros entre os municípios traria”, explica.

 

Luciana Curi Mascarenhas, da Consultoria de Meio Ambiente da ALMG, também ressalta o nível dos projetos dos participantes. “O engajamento e a atualização dos alunos, ainda tão jovens, surpreendeu-me. Eles propuseram a coleta de água da chuva para reuso, algo que ainda não está em prática nos centros urbanos do País, e a utilização de concreto permeável, uma tecnologia muito recente”, resume.

 

Etapas regionais – A gerente-geral da Escola do Legislativo, Ruth Schmitz de Castro, informa que a programação do Parlamento Jovem Minas sofrerá algumas alterações no ano que vem.

A principal novidade será a inclusão de uma etapa regional, para consolidar as propostas de cada região do Estado, que ocorrerá entre a etapa municipal e a estadual. “Serão criados polos regionais, que representarão os municípios participantes de cada região. Esse modelo trará maior flexibilidade, pois os polos poderão ser alterados a cada ano de acordo com os municípios participantes”, explica.

 

Consulte as propostas aprovadas pelos grupos de trabalho

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