3 de abril de 2014
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Novo Cruzeiro pede ajuda para enfrentar escassez de água

Dezenas de moradores de Novo Cruzeiro (Vale Jequitinhonha) participaram de audiência pública promovida pela Comissão Extraordinária das Águas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na tarde desta quarta-feira (02). Representantes do Executivo e do Legislativo do município reivindicaram ações do Governo do Estado para resolver a falta de água nas comunidades rurais locais que sofrem há anos com o problema.

 

“Enfrentamos graves problemas. Um deles é o problema da seca. Quando seremos atendidos nós, do semiárido? Queremos política de desenvolvimento para o meio rural para que possamos conviver com a seca, já que acabar com ela é praticamente impossível”, disse o prefeito Gilson Ferreira da Costa, que fez uma breve descrição de Novo Cruzeiro, cidade que fica a 502 km da Capital. Com 2.500 km², tem 64% da população na zona rural, boa parte dela concentrada em três distritos.

 

O presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Novo Cruzeiro, Edmilson Teixeira Ramalho, explicou que foram anunciadas várias ações para reverter o atual quadro de escassez de água, envolvendo diferentes órgãos, mas nenhuma delas foi concluída.

 

Ele registrou que, em setembro de 2008, foi firmado convênio entre o município e a Copanor, subsidiária da Copasa que atende à cidade. Por esse convênio, no valor de R$ 1,5 milhão, seriam realizadas obras para levar água e tratar o esgoto em cerca de 20 comunidades locais, como Braúnas, Bebedouro, Canoas e Lambari. Parte das obras foi efetuada há quatro anos, com a perfuração de poços artesianos. Entretanto, segundo Ramalho, até hoje apenas uma das 20 comunidades está recebendo água potável, mas não há tratamento de esgoto.

 

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Deputados condenam gestão pública

 

O deputado André Quintão disse o Governo do Estado já foi alertado diversas vezes sobre problemas como o enfrentado por Novo Cruzeiro, que exigem ação mais eficaz do Executivo. “Primeiro, considero que há ausência de gestão e planejamento integrado de recursos hídricos na região do semiárido. Há tantos órgãos que é até difícil apontar a responsabilidade”, afirmou.

 

O parlamentar cobrou uma eficiência maior do governo. “Não é só Novo Cruzeiro, são vários municípios com esses problemas. A Copanor tem estrutura precária e as intervenções demoram demais.” Sobre o programa Água para Todos, o parlamentar comentou que os sistemas mais complexos de abastecimento de água, como barragens, vão para o Norte de Minas, enquanto os simplificados vão para o Jequitinhonha. “O Vale do Jequitinhonha não pode ser esquecido. Este é um dos problemas mais dramáticos de Minas Gerais: faltar água para consumo humano é inadmissível”, criticou.

 

O presidente da comissão, o deputado Almir Paraca (PT), assumiu o compromisso, ao lado do deputado André Quintão, de acompanhar o caso e observar se ele será resolvido antes das eleições.

 

Referência: Assessoria ALMG

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